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Publicado em 23 de set de 2026 às 15:20
Revitalizado com apoio da Ecovias Norte Minas, o Museu será reinaugurado nesta sexta-feira (25) com novidades para visitantes
O grupo de bordadeiras Estrelas do Sertão, ligado à Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa, é um dos novos expositores que passam a integrar o acervo da reinauguração do Museu Gruta do Maquiné, em Cordisburgo. O painel bordado à mão reúne linhas, cores, pontos e histórias e estabelece um diálogo entre dois nomes importantes para a história da Gruta: o naturalista Peter Lund e o escritor cordisburguense João Guimarães Rosa.
A peça será exposta em uma área dedicada às diferentes obras e autores que registraram a importância da Gruta ao longo do tempo, como o naturalista e o escritor. Lund descreveu a Gruta em suas pesquisas científicas, em 1834, e João Guimarães Rosa eternizou o espaço e o universo sertanejo em sua obra literária.
No trabalho das bordadeiras, elementos do universo científico de Lund aparecem ao lado de referências ao sertão e à literatura de Guimarães Rosa, como a boiada e outros símbolos da cultura sertaneja. Também estão presentes estalactites, fósseis, espaços da gruta e a preguiça-terrestre, animal associado às pesquisas de Lund.
“Elaboramos um croqui para as bordadeiras, com a imagem dos dois, uma frase de cada um sobre a Gruta e elementos que representam tanto o universo científico de Lund quanto o sertão retratado por Guimarães Rosa”, explica o museólogo João Otávio.
O convite para produzir a peça surgiu em janeiro deste ano e representou um novo desafio para o grupo Estrelas do Sertão. A proposta era diferente dos trabalhos realizados anteriormente pelas integrantes e exigia transformar um conceito elaborado pelo Museu em uma composição artística feita à mão.
“Foi um desafio muito grande para nós. Sabíamos que seria difícil e, por isso, fizemos várias reuniões, conversamos bastante e fomos construindo o trabalho juntas até chegar ao resultado”, conta Andreia Ferreira, presidente da associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa.
Para a confecção do trabalho 28 bordadeiras participaram diretamente da produção, com o apoio de outras pessoas que contribuíram para a realização do trabalho.
O resultado é uma obra que ultrapassa a dimensão estética. Cada ponto bordado ajuda a contar uma parte da história do local aproximando o conhecimento científico, a literatura e o saber artesanal das bordadeiras de Cordisburgo.
REVITALIZAÇÃO CUSTOU R$1,6 MILHÃO
O Museu será reinaugurado no próximo dia 25 de setembro, após uma revitalização. O trabalho exigiu um investimento de R$1,6 milhão, viabilizado pela Ecovias Norte Minas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Para a concessionária, apoiar a revitalização do Museu significa contribuir para que esse patrimônio continue sendo um espaço de encontro entre história, cultura e comunidade. A parceria amplia as possibilidades de acesso à cultura e ajuda a criar novas formas de reconhecer e valorizar quem, dentro do próprio território, preserva e transmite seus conhecimentos e tradições.
Nesse sentido, o investimento ganha uma dimensão que vai além da recuperação de um espaço cultural: contribui para fortalecer vínculos com a comunidade, valorizar talentos locais e manter vivas histórias que fazem parte da identidade de Cordisburgo.
A iniciativa integra a estratégia da EcoRodovias de apoiar projetos que gerem valor duradouro para as comunidades onde a companhia atua, ampliando o acesso à cultura, incentivando a preservação da memória coletiva e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico das comunidades.